Pessoal, é fundamental que todos compreendam exatamente o que estamos defendendo nesta negociação. Não estamos pedindo um "favor" ou um "bônus"; estamos lutando pela sobrevivência do nosso poder de compra.
1. O que são os 25%?
Não estamos buscando apenas um aumento comum. Estamos lutando pela reposição de aproximadamente 25% de perdas acumuladas. Isso significa que, ao longo do tempo, o nosso salário "encolheu" enquanto os preços de tudo subiram. Lutar por isso é um princípio básico de justiça.
2. O papel do TST (Tribunal Superior do Trabalho)
Muitos questionam o risco de ir a julgamento. É verdade que, no TST, as decisões costumam buscar um "meio-termo" entre o que pedimos e o que a empresa oferece. Mas atenção: a empresa só teme o TST porque sabe que as nossas perdas são reais e documentadas. Eles sabem que temos chances reais de uma vitória superior ao que eles oferecem hoje.
3. Por que não aceitar qualquer proposta?
Aceitar valores muito abaixo da inflação acumulada não é "garantir o que dá", é oficializar uma perda salarial permanente. Se aceitarmos "migalhas" agora, o nosso salário nunca mais recuperará o valor que tinha antes.
4. A nossa força é a Unidade
A empresa conta com o nosso cansaço para que aceitemos menos. Nossa maior ferramenta de negociação não são apenas leis, é a nossa mobilização. Quando nos mantemos unidos, mostramos ao Tribunal e à empresa que não aceitaremos que o resultado do nosso trabalho seja desvalorizado.
Não é apenas sobre números. É sobre respeito e direito.